Segundo o secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, será criada uma agência central, enquadrada na iniciativa Porta 65, aludindo ao artigo 65 da Constituição Portuguesa, que irá contratualizar este serviço e intermediar a oferta, os proprietários, e a procura, os candidatos a inquilinos.
Por um lado, este projecto pretende dar maior segurança aos proprietários para colocarem as suas casas no mercado do arrendamento, garantindo-lhes uma rentabilidade fixa, independentemente da ocupação do imóvel. Por outro, é seu objectivo garantir que os candidatos a inquilos são submetidos a critérios de transparência no acesso à habitação.
O Instituto Nacional de Habitação, que integra a Porta 65 e está encarregue de fiscalizar os processos, garante que se dará prioridade aos candidatos a inquilinos consoante as carências habitacionais que demonstrarem. Para além disso, o organismo diz que serviço termina apenas quando as situações, como o desemprego, que originaram a carência de habitação acabarem, cabendo às Agências de Gestão e Intervenção Local (AGIL) não só fazer a manutenção das casas mas também acompanhar as famílias.