Livros, propinas, alojamento, alimentação fazem parte do extenso rol de despesas de um estudante que decide partir para o estrangeiro. Mesmo contando com o apoio de uma bolsa de estudo, é difícil suportar o custo de vida em alguns dos países de acolhimento.
O estudante que decida trabalhar enquanto estuda para suportar as contas no final do mês tem de ter em consideração alguns aspectos importantes. Em primeiro lugar, existem bolsas de estudo e programas de intercâmbio que não permitem que o aluno se torne num trabalhador-estudante e que são automaticamente suspensas assim que esta situação se verifique. Depois, o discente tem normalmente apenas um visto de estudo para residir no país estrangeiro, que não permite o desenvolvimento de qualquer actividade profissional. Neste sentido, se quer arranjar um emprego deve garantir que:
- Tem Visto de Trabalho e Autorização de Residência:
A atribuição de vistos de trabalho difere de país para país, mesmo dentro da União Europeia. O jovem deve pedir informações na embaixada ou posto consular do país de acolhimento em Portugal. Para além do comprovativo de matrícula numa instituição de ensino e de uma prova de que possui meios de subsistência, pode ter também que apresentar um contrato de promessa de trabalho.
- Possui um Seguro de Acidentes de Trabalho:
Frequentemente, os trabalhadores são abrangidos pelos seguros da sua entidade empregadora, mas pode haver situações em que isto não suceda, por isso o estudante tem de pedir essa informação directamente ao seu empregador. Em caso de dúvida, deve procurar ajuda junto dos serviços de segurança social ou embaixada do país de acolhimento em Portugal.
Assim que tiver um trabalho, é essencial contactar uma repartição de finanças do país de acolhimento ou a sua embaixada ou posto consular em Portugal, antes de partir. Só estes organismos podem informar o estudante sobre como funciona o sistema tributário em relação aos trabalhadores estrangeiros no seu território.