Critérios de Admissão
O sistema de ensino secundário é diferente em todos os países, mesmo dentro do espaço comunitário. Para saber que requisitos precisa de preencher, o estudante deve contactar as autoridades do país em que pretende estudar. As embaixadas em Portugal podem fornecer este tipo de informação ou encaminhar o estudante para a entidade competente com facilidade.
Se o país que escolheu pertence à União Europeia, os sites Estia e Eurydice disponibilizam todas as informações sobre os sistemas de ensino, desde o método de avaliação ao horário escolar.
As estruturas de formação profissional variam também de país para país. Neste sentido, o mais correcto é contactar directamente a escola em que pretende estudar para saber se reúne as competências exigidas. Em alternativa, pode sempre solicitar informações junto da embaixada em Portugal do Estado para onde quer viajar ou pedir ajuda nas Unidades de Inserção na Vida Activa do estabelecimento de ensino que frequenta.
À semelhança do que acontece em Portugal, para estudar no ensino superior de outro país o estudante tem de passar por provas de acesso.
O aluno português que queira iniciar esta etapa da sua formação no estrangeiro tem de estar preparado para ver a sua avaliação de anos anteriores ser tida em consideração. Para além disso, está também obrigado a submeter-se aos mesmos exames que os estudantes daquele país. Da mesma forma, caso existam números clausus, deve ainda poder usufruir deles exactamente nas mesmas circunstâncias que os outros discentes.
Já o aluno que queira apenas fazer parte do seu curso de ensino superior no estrangeiro tem a vida facilitada. Se estiver nesta condição deve apenas contactar o gabinete de relações externas da sua instituição de ensino para saber que acordos de intercâmbio existem com universidades estrangeiras e o que precisa de fazer para poder gozar deles. A situação só se complica caso nenhuma das possibilidades lhe agrade. Se assim for, o estudante tem de se autopropor à faculdade estrangeira desejada ou tentar integrar-se noutro programa de estudo (há embaixadas que promovem bolsas de estudo que possibilitam aos cidadãos portugueses estudarem noutro país e, para além disso, existem também instituições privadas que concedem apoios a jovens promissores. Ver “Obter Financiamento”).
Documentos a Pedir
Independentemente do grau de ensino, todas as instituições de acolhimento pedem um certificado habilitações para comprovar as suas competências.
Este documento deve ser pedido junto do último estabelecimento de ensino que frequentou em Portugal. Normalmente, é preciso pagar determinado valor para adquirir estes certificados, sendo que o montante varia de acordo com a instituição e o nível de ensino.
Na maioria dos casos, o certificado de habilitações tem de ser traduzido. Algumas escolas aceitam traduções do próprio candidato, outras recebem apenas traduções oficiais. Para mais informações sobre tradução oficial de documentos, consulte o site do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN).
Muitas vezes, é também necessária uma descrição do sistema de avaliação em vigor em Portugal para ajudar a escola de acolhimento a interpretar o certificado de habilitações. Esta descrição pode ser produzida pelo estudante, porém, para poupar tempo e assegurar a sua autenticidade, o mais indicado é contactar o organismo público competente na tentativa de solicitar este documento: a Direcção-Geral da Inovação e Desenvolvimento Curricular, no caso do ensino secundário, ou a Direcção-Geral do Ensino Superior, no caso do ensino universitário ou politécnico.
Para saber se as suas competências serão reconhecidas no país de acolhimento, o jovem pode contactar um centro NARIC (National Academic Recognition Information Centre) em Portugal ou no próprio país para onde quer ir estudar.
- Competências Linguísticas:
O nível de conhecimento da língua do país de acolhimento é uma informação fundamental para a instituição que vai receber o estudante. Sem esta indicação, a escola não saberá como integrar o aluno.
O discente pode guiar-se pela tabela do passaporte de línguas Europass para fazer a sua autoavaliação. Ainda assim, existem escolas que só aceitam certificados internacionais emitidos por organizações acreditadas para confirmarem as competências linguísticas dos estudantes. Os seguintes exames são alguns exemplos:
The Cambridge Proficiency (Inglês);IELTS (Inglês);DELF/DALF (Francês);Kleines/Grosses Deutsches Sprachdiplom (Alemão) ;- Diplomas de Espanhol como Língua Estrangeira - DELE(Espanha).
Em Portugal há várias escolas e universidades que fazem estas provas. O aluno deve informar-se sobre a que mais lhe convém, tendo sempre em consideração que alguns estabelecimentos exigem a frequência de um determinado número de aulas antes de se poder submeter ao exame. Em todos os casos, o discente é obrigado a pagar propinas ou a inscrição no exame.
Caso o aluno esteja inserido num programa de intercâmbio entre instituições de ensino, pode ser a sua escola ou universidade a informar o estabelecimento de acolhimento das suas habilitações e competências linguísticas, ficando o discente dispensado de apresentar qualquer comprovativo.