Aprender uma Língua Estrangeira
A maioria dos portugueses que sai para estudar no estrangeiro pretende aprender uma língua no local onde ela tem origem. A pensar nos cidadãos com estas ambições, existem diversos cursos de línguas espalhados por todo o mundo.
O candidato a este tipo de formação vai deparar-se com uma oferta numerosa: muitas instituições de ensino e muitos cursos dirigidos a públicos alvo específicos.
A primeira medida a tomar é decidir se pretende, por um lado, fazer apenas um curso intensivo de língua ou se, por outro, aspira adquirir o novo idioma frequentando o ensino normal. Normalmente, é o nível de conhecimento que já se possui da língua que dita a decisão final: para frequentar um curso de língua intensivo o estudante não precisa de ter quaisquer noções da língua, enquanto que para a aprender através da continuação dos seus estudos no estrangeiro é necessário ter um domínio mínimo de forma a poder acompanhar as matérias.
A escolha da instituição de ensino é uma etapa difícil. Para que seja uma decisão em consciência, é importante contactar a embaixada do país de acolhimento em Portugal e pedir informações sobre o reconhecimento das organizações e dos cursos. Para além disso, é preciso ter em atenção que o preço ou a localização das lições não certificam a sua qualidade.
Frequentar o Ensino Secundário
A livre circulação de indivíduos no espaço comunitário faz com que seja tão fácil frequentar uma escola de ensino obrigatório ou secundário em Portugal como em qualquer outro país da União Europeia.
Fora da comunidade, o cidadão português está obrigado a cumprir requisitos de entrada no Estado para aí poder permanecer, sendo que deve ser submetido exactamente às mesmas exigências que um cidadão nacional para ter aulas numa escola de ensino secundário.
Para além do ensino regular, o estudante pode preferir frequentar um curso de Baccalaureate International, uma formação internacional equivalente ao ensino secundário e que exige o domínio da língua de ensino. Os alunos que começarem este curso podem terminá-lo em qualquer país já que os planos de formação tendem a ser iguais em todos os Estados que o ofereçam.
Há ainda escolas europeias (no Luxemburgo, Bélgica, Itália, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido) que aceitam alunos de toda a União. Nestes estabelecimentos é possível aos alunos terem aulas na língua materna ainda que se encontrem inseridos num programa comum aos restantes alunos de outras nacionalidades. O ensino de línguas estrangeiras é também privilegiado nestas instituições.
Quase todas as escolas em Portugal possuem psicólogos e/ou Unidades de Inserção na Vida Activa que podem orientar o jovem interessado em iniciar ou completar esta etapa da sua formação no estrangeiro. Frequentemente, este atendimento funciona apenas alguns dias por semana, por isso deve saber qual é o seu horário e pedir orientações.
Obter Formação Profissional
Os programas de formação profissional diferem muito de país para país mesmo dentro da União Europeia, sobretudo no que diz respeito à sua parte teórica. Já a sua componente prática de estágio é reconhecida com maior frequência, uma vez que muitas empresas têm filiais em diferentes partes do globo.
De qualquer forma, é imperativo certificar-se que o curso a que pretende concorrer é reconhecido em Portugal. Para isso, o aluno precisa de, em primeiro lugar, contactar a organização que oferece a formação, bem como a embaixada do país de acolhimento em Portugal na tentativa de obter informações sobre a qualidade e autenticação do curso. Depois, deve também entrar em contacto com a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular para saber se a formação tem equivalência no nosso país.
À semelhança do que acontece com os outros ciclos de formação, o estudante tem de estar preparado para preencher algumas condições que variam conforme a área do curso em que ambiciona estudar. Estes pré-requisitos devem ser solicitados directamente à instituição de ensino.
Estudar no Ensino Superior
Cada vez mais, os estudantes universitários portugueses frequentam o ensino superior num país estrangeiro. Habitualmente, esta formação é apenas parcial, correspondendo a um ou dois semestres realizados nos últimos anos do curso, e insere-se em programas de estudo como o Programa Sócrates.
Há também jovens, que por não conseguirem vaga no ensino superior público em Portugal, optam por se candidatar a um curso no estrangeiro. Esta é uma decisão que deve ser tomada com alguma antecipação, uma vez que pode implicar igualmente o preenchimento de pré-requisitos na instituição de ensino estrangeira.
Em qualquer dos casos, o mais importante é saber, antes de partir, se o curso tem reconhecimento no nosso país. Até agora, nem mesmo os cursos realizados em Estados europeus são automaticamente reconhecidos, embora esteja previsto que num futuro próximo venham a ser validados sem necessidade de qualquer formalidade.