Em Portugal, como noutros países europeus, é crescente o alargamento da noção de património. Este alargamento tem conduzido a um aumento do número de bens classificados pertencentes a particulares.
Não sendo possível aos poderes públicos assegurar financeiramente a conservação desse valioso património, tem-se assistido, em vários países, à criação de incentivos para os projectos de conservação. No nosso país foram já estabelecidos os seguintes regimes fiscais para estímulo da conservação do património cultural nacional:
Conservação do Património
A criação deste pacote de incentivos ganhou uma importância e dimensão cada vez maior com o aumento do número de bens imóveis classificados. Para que as características arquitectónicas dos imóveis classificados não sejam destruídas ou alteradas em operações de restauro ou remodelação menos criteriosas, todos os projectos devem ser previamente apreciados pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Não há possibilidade de fixar normas técnicas de restauro, pois cada caso coloca problemas únicos, nem sempre tipificáveis. Por esse motivo, é da maior conveniência que as operações de restauro ou remodelação de imóveis classificados sejam conduzidas por técnicos especializados.
O IGESPAR exige a apresentação de projectos detalhados e rigorosos, pois a avaliação cuidadosa de cada caso exige o conhecimento profundo das características do edifício ou do espaço em que se procura intervir. A prática tem demonstrado que só um levantamento completo e pormenorizado dos edifícios ou locais em que se pretende intervir permite o estabelecimento de diagnósticos válidos.
A reversibilidade das intervenções apresenta-se hoje como um importante princípio de actuação.
Proprietários ou utilizadores de património classificado.
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Em qualquer altura.
Requerimento disponível na Internet - Requerer isenção fiscal relativa a bens culturais classificados.
Sem custos associados.
Não aplicável.
Existem em Portugal outros apoios e incentivos, nomeadamente financeiros, que, embora não sejam destinados especificamente à recuperação de imóveis classificados, têm contribuído, na prática, para a salvaguarda de solares, igrejas e conjuntos arquitectónicos de interesse cultural: